Um tempo sem dar as caras... Desculpem-me, queridos amigos e seguidores. Final de ano não é fácil e a vida tá conturbada, mas juro que não há nada que eu mais queira nesse momento do que voltar a ter a mesma produção de antes. Vou me esforçar pra botar essa bodega funcionando de novo. Vamos reestrear? Bora-bora!
Cheguei um dia a pensar que a vida é boa. Cheguei a pensar que não prestava para nada. Agora, nem sei mais o que é a vida. Quatro letras que figuradamente sempre foram associadas a tudo o que existe. Seja bom, ou ruim. Senhoras e senhores, não estou aqui procurando achar o sentido da vida em um ser superior a quem tenho que me submeter. Não procuro uma novo religião que me conforte. Ao menos uma vez na vida quero coisas concretas. Exatamente isso que quero: encontrar-me com o que é real. Não, não a realidade que foi criada pela ambição, pela maudade e pela vontade artificialmente natural que se cria por dentro da maioria dos homens de crescer e chegar ao topo para ver que não precisa de ninguém, mesmo sabendo que na realidade está errado.
Quero entender qual a felicidade em viver em plena guerra fria. Uma guerra que poucos têm a capacidade de enxergar e menos [pessoas] ainda a capacidade de compreendê-la. A maioria apenas sabe se igualar a cavalos com rédias regidas pelo sistema. Apenas limitam-se a olhar para frente e seguir o caminho único o qual lhes foram imposto. Estas pessoas seguem até o final da estrada, em busca da felicidade, mas quando chegam lá, não podem aproveita-la da mesma forma que poderiam aproveitar antes, na parte mais ensolarada de suas vidas.
Tudo que consigo ver é algo que inexplicavelmente nos foi dado sendo jogado fora por algo que não faz mais sentido. Algo que nunca fez sentido e vai continuar a fazer menos sentido dia pós dia: esta maldita corrida armamentista em que estamos todos envolvidos, querendo ou não. Há os que correm e há aqueles que apenas são naturalmente empurrados pelos outros, pois não estão com vontade de correr, mas sabem que, se apenas se sentarem ao meio-fio e observarem à cena, serão pisoteados pela própria natureza. Esta natureza sem harmonia, totalmente desequilibrada e cruel.
Amores, eu sei que não costumo postar esse tipo de coisa aqui. Esta é uma postagem atípica, mas até que se entrega um pouco por motivos que logo ficarão claros.
Não estou postando isso para falar sobre a origem da banda e coisas parecidas, mas sim, o que ela significa para mim. E eu sei, pareço uma doida sendo tão apaixonada por uma gente que nem sabe que eu existo, mas enfim, vou explicar.
Há tempos eu podia ser chamada de eclética. Meus amigos me zoavam quando me viam ouvido sertanejo quando não existia o universitário) e agora olhe só... Mas o ponto não é esse. Quem me conhece, quem me acompanha à muito tempo, ou já leu a pagina que fala sobre mim, sabe a fundo a que me refiro em minhas poesias e tudo mais. Bem, ia eu na minha vida eclética, claro que rock sempre foi um de meus gostos, mas ia eu numa época em que minha vida se tornou um caos.
Não se trata de um caos externo, mas sim conflitos comigo mesma por motivos que não preciso citar outra vez. Eu estava vivendo a minha chamada "Era Fridge", logo no começo de tudo, quando as descobertas começaram. Essa "era" me trouxe problemas que tive de guardar comigo mesma e arrastá-los dentro de mim, trancados por muito tempo. Eu não tinha com quem conversar sobre isso, não tinha quem me apoiasse, logo nunca encontraria a quem me desse as palavras certas para me fazer um pouco melhor.
Onde o Evanescence entra?
Bem, conheci o Evanescence nesta época. Primeiro, fui fisgada pelas canções mais famosas e logo me viciei. Going Under, continha (e ainda contém) uma batida que me envolvia algo que entrava em mim, me feria e depois ia embora com todas as outras dores. Comecei a me interessar pelas traduções e (além de aprender inglês, rs) descobrir que naquelas composições estava a tradução de tudo o que eu sentia e não sabia como expressar. A partir daí, inspirada pelas elegias da deusa Amy Lee, comecei a escrever e escrever e no final das contas eu já sabia como colocar tanta morbidez pra fora de mim (graças ao Evanescence u.u).
Não demorei muito para me apaixonar pela Amy e ir atrás de suas outras composições. Catei tudo o que achei, baixei messssmo!!!! Logo depois comprei o CD, primeiro o The Open Doors, que havia sido lançado na época e depois o Fallen, que demorou um pouco mais por causa da raridade. Busquei a tradução de absolutamente todas as composições que eu ia conhecendo. E fui me envolvendo mais ainda. Já sabendo do significado daquelas palavras, pude sentir a tão famosa sensação que só as musicas do Evanescence causam: a sensação de ser jogada ao fundo do poço e depois elevada à condições em que eu me sentia gente de novo. Me sentia pronta para encarar o mundo outra vez, sabendo que nada do que eu sentia era só meu e que outras pessoas em algum lugar compreendiam aquilo. Parece mais loucura ainda, não é? Eu sei, mas eu ganhei tal inspiração de forma que mudei minha maneira de ser, me fechei para outros estilos musicais, me fechei para as cores e me tranquei em um mundo que era só meu, um mundo em que eu não precisava de ninguém, onde eu comecei a buscar por independência. Acabou que, no meio de tanta escuridão que me envolvia, consegui me encontrar. Pela primeira vez, aquela era eu... me sentia bem, e tinha orgulho do que eu era.
Agora, já embalada até pelas canções mais desconhecidas do Evanescence, adquiri mais interesse pela música e comecei a tocar, cantar e aprender inglês (coisa que antes eu detestava). Continuava escrevendo e surgiu o sonho de montar uma banda. Isso foi tentado, e bem...u.u hmf* Eu já não me importava mais com a solidão. Eu chegava em casa e ia escutar o Evans no ultimo volume, tentando amenizar tanta carga adquirida de um só dia.
Enfim, faz 6 anos que sou fan da banda e Amy Lee se tornou um motivo pra viver. Eu sou grata a ela por me dar palavras quando eu precisava e por mais que eu saiba hoje em dia que Evanescence não é a melhor banda do mundo em questões técnicas, a banda continua sendo MEU PRIMEIRO E ETERNO GRANDE AMOR!
Quando a banda parou, senti 3 anos de agonia esperando pela volta. E agora, ela voltou! E ontem, ao ver a entrevista na MTV international, pela internet, minha paixão se reavivou. E fiquei louca junto com milhares de brasileiros que assistiam a entrevista quando perguntaram para Amy, onde era o melhor lugar para se fazer show. A resposta estava na ponta da língua: "BRAZIL!"
Nossa foi muito lindo ontem!!!
E hoje já está disponível o single de reestreia da banda "WHAT YOU WANT", que eu amei *-*
Bem vou deixando aí a música, e um grande abraço a todos.
Quero que o Evanescence faça sucesso por onde for e que um dia eu consiga ingresso pra um show --' Boa sorte Evan's, estou contigo nessa caminhada, como sempre esteve ao meu lado na minha!
Oi gente, tudo bem com vocês? Hoje apareci para postar esse video aqui. Ele já está algum tempo no youtube, mas quero compartilhar com vocês e pedir suas opiniões sinceras!
Então, aí estou eu tocando Love Of My life do Queen. Não é grande coisa, queria poder me dedicar mais, porém não tenho muito tempo. Aos poucos vou postando os outros videos meus.
Minha senhora está de volta... Depois do tanto que me fez chorar Minha senhora apareceu, E me deixou sem o que falar.
Eu não sei, eu não sei mais Não consigo mais distinguir o que sinto Não entendo, não entendi O sorriso que surgiu em meio ao ódio e a ansiedade.
Foi a minha senhora, foi a minha senhora Que de minha, só tem as palavras Enquanto que eu, inteiramente me cedi Quando em sua armadilha de encanto caí.
Ah eu escapei, pensei ter escapado A falsa sensação de liberdade me veio Agora, eu não sei, eu não sei mais Agora que voltou minha senhora.
O tempo se passou rapidamente E eu achando que poderia me enganar Soquei toda a dor para dentro de mim Para um lugar vazio Onde ela foi esquecida.
Achei que tinha superado tudo Achei que o passado havia ficado em seu devido lugar Mas ao se aproximar do futuro O presente me fez ver que estava errada.
Cai na tentação, oh vida Caí na tentação... Me entreguei à aquele anjo com essência de demônio Que me seduziu e depois tomou tudo o que havia em mim
Caí na tentação, oh Deus Caí na tentação... Na luxúria explicita daquele corpo E na inocente doçura daquelas palavras
Caí... Caí... E continuo caindo em meus sonhos Onde eu a possuo sem pudor, até o raiar do sol da vida real.
Caindo... Caindo... E quando eu achar que cheguei ao fundo Cairei mais e mais e mais... Porque sei que é assim Nenhuma dor, em lugar algum tem fim
Ah, a dor... ah sim! Dor que se expande agora em meu peito E transborda em forma de lágrimas. Suportei dentro de mim o que deu. Lamento, mas chorei de verdade.
Culpa do anjo, do demônio, do succubus Que depois de me abençoar Deixou-me arder no inferno Desejando a volúpia que jurara sempre me dar.
Anjo, Demônio, Succubus Anjo, Demonio, Succubus
Não sei ao certo o que era... Mas mesmo assim, com todo sangue que já derramei Ela ainda é meu vício E a quero de volta Para que eu continue caindo...